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Cabeção – Luiz Moraes

Cabeção – Luiz Moraes



No dia 23 de agosto de 1930, nascia na cidade de São Paulo um dos goleiros mais marcantes da história da Portuguesa, o primeiro no Brasil a usar luvas: Luiz Moraes, o famoso “Cabeção”.

O jogador despertava a curiosidade dos torcedores e da crônica esportiva, já que era baixo e franzino. No entanto, compensava a pequena estatura com um reflexo incrível e muita agilidade.

Cabeção foi uma das principais revelações do Corinthians na década de 1950, tornando-se ídolo da torcida e conquistando diversos títulos importantes. Revezava a titularidade com Gylmar.

Já experiente, tendo passado várias vezes pelas seleções paulista e brasileira, chegou ao Canindé em 1955. Luiz Moraes foi contratado para integrar um verdadeiro esquadrão.

A Rubro-Verde vivia a década de ouro, tendo conquistado por três vezes a Fita Azul (1951, 53 e 54) em excursões ao exterior. O prêmio era dado pelo jornal “A Gazeta Esportiva” aos clubes brasileiros que permanecessem invictos em outros países.

Naquele ano, a Lusa buscava o bicampeonato do Torneio Rio-São Paulo, já conquistado em 1952 sobre o Vasco da Gama. Cabeção, logo de cara, assumiu a titularidade absoluta.

O clube ainda mandava as partidas na Ilha da Madeira, onde anos depois foi construído o estádio do Canindé. O goleiro foi um dos grandes nomes daquela equipe inesquecível.

O time de Djalma Santos, Ceci, Brandãozinho, Julinho Botelho, Edmur e Ipojucan enfrentou o Palmeiras na final do Rio-São Paulo e ficou com a taça de forma incontestável.

Cabeção foi um dos mentores do goleiro Felix, que na época havia sido contratado do Juventus e ainda intercalava aparições entre as categorias amadoras e a equipe profissional.

Luiz Moraes permaneceu na Portuguesa até 1957. Disputou 144 partidas com a camisa lusitana, conquistando nada menos que 72 vitórias e 32 empates, com somente 40 derrotas.

O goleiro ainda retornou ao Corinthians e somou passagens por Comercial de Ribeirão Preto, Juventus e Portuguesa Santista antes de encerrar a carreira para atuar fora das quatro linhas.