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Enéas de Camargo

Radinho com Faro de Gol - Enéas Camargo
Publicado em: 18/03/2016 at 07:00   /   por   /   comments (0)

Um exímio goleador, mas que tinha uma característica curiosa: parecia dormir em campo. De repente, um lampejo o fazia criar uma jogada genial e ir para as redes.

No dia 18 de março de 1954, nascia na cidade de São Paulo o ponta-de-lança Enéas, um dos maiores ídolos da história da Portuguesa e que também brilhou no Palmeiras.

Essa característica de Enéas virou filme. Com produção do ‘Acervo da Bola’, o nanodoc ‘Radinho com Faro de Gol’ é estrelado pelo capitão Badeco e tem como protagonista Enéas. Com direção de Cristiano Fukuyama e Luiz Nascimento, a obra foi selecionada para o 3º Festival Brasileiro de Nanometragem.

Ainda muito jovem, aos 14 anos, o craque trabalhava como office-boy. No entanto, sempre que tinha um tempo livre jogava futebol de salão. Foi assim que teve o talento descoberto.

Nena, que foi jogador da Lusa nos anos 1950 e era técnico das categorias de base, viu Enéas jogar e insistiu para que ele tentasse a sorte no futebol de campo.

Não demorou para que ele se destacasse pela habilidade, pelas jogadas de rapidez e pela facilidade extrema em marcar gols. Enéas ganhou chance no time profissional em 1972.

No ano seguinte, formou uma das melhores linhas de ataque da história da Portuguesa ao lado de Xaxá, Cabinho e Wilsinho. Sob o comando do técnico Otto Glória, conquistou títulos.

Foi campeão paulista em 1973, quando o juiz Armando Marques anulou um gol legítimo da Lusa na prorrogação, errou na contagem dos pênaltis e dividiu o título com o Santos.

Também venceu a Taça São Paulo no mesmo ano e a Taça Governador do Estado em 1976. É o maior artilheiro do clube em edições do Campeonato Brasileiro com 46 gols.

Na Lusa, ganhou oportunidades na seleção brasileira, formou dupla de ataque com Zico no pré-olímpico e marcou um gol importante na conquista da Copa do Atlântico em 1976.

Vestindo a camisa rubro-verde, disputou 379 partidas e marcou um total de 167 gols. Tranferiu-se para o Bologna, da Itália, em 1980. Enéas, porém, não se adaptou à Europa.

Teve dificuldades com o frio e com a língua, além dos treinos pesados e de ser alvo de uma marcação muito violenta. Retornou ao Brasil em 1981 para defender o Palmeiras.

O craque voltou a mostrar um bom futebol, tornou-se um dos principais artilheiros da equipe, mas foi prejudicado por uma série de contusões e a pressão para dar resultado.

Saiu do Parque Antarctica em 1984, passando por XV de Piracicaba (SP), Juventude (RS) , Desportiva (ES) – onde foi campeão capixaba em 1986 – , Ponta Grossa (PR) e Central Brasileira (SP). Faleceu no dia 27 de dezembro de 1988 após ficar quatro meses internado em razão de um acidente de carro.