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Flávio Costa

Flávio Costa



No dia 14 de setembro de 1906, nascia na cidade de Carangola, no interior de Minas Gerais, um dos treinadores mais exigentes, disciplinadores e polêmicos do futebol brasileiro: Flávio Costa.

Conhecido pela personalidade forte, tomava conta de tudo o que dizia respeito ao elenco: escalação, concentração, horários, preparo físico, uniformes, alimentação e até medicina.

Os jogadores e a crônica esportiva da época brincavam que dirigir o ônibus e cozinhar eram as únicas tarefas que Flávio Costa não cumpria. E foi assim que ele se destacou no mundo da bola.

Depois de ter sido lateral-direito e meia do Flamengo entre os anos 1920 e 1930, ele ganhou uma chance da diretoria para tentar a sorte na carreira de treinador no próprio time da Gávea.

Foi ali que conquistou o maior sucesso à beira do gramado, sendo campeão carioca (1939, 42, 43, 44 e 63) e de diversos torneios, entre eles interestaduais e internacionais em excursões.

Já formado em Educação Física, também teve uma passagem marcante pelo Vasco da Gama, onde voltou a ser campeão carioca (1947, 49, 50 e 52) e projetou o clube fora do país.

Sob o comando de Flávio Costa, a equipe cruzmaltina ficou com a taça do Campeonato Sul-Americano de Campeões em 1948, considerado o torneio precursor da Copa Libertadores.

No período, o treinador se envolveu em diversas polêmicas. Chegou a trocar tapas e socos com Ipojucan no vestiário, já que o atacante se recusava a voltar a campo por estar jogando mal.

Também ganhou as manchetes dos jornais ao partir para cima do craque Heleno de Freitas, quando o goleador apareceu armado no clube. Coube a Flávio Costa tirar o revólver da mão dele.

Essa fama de rígido e disciplinador foi crucial para que a então Confederação Brasileira de Desportos o chamasse para comandar a seleção brasileira a partir de 1944. Com liberdade total.

Na época, comentava-se muito que o técnico tinha mais poder que muito dirigente da CBD. Coube a ele montar e comandar aquela delegação que representaria o Brasil na Copa do Mundo de 1950.

Infelizmente, ficou marcado pelo insucesso do Maracanazo. No entanto, jamais se isentou de responsabilidade. Certa vez, disse a jornalistas sobre aquele Mundial: “eu sou a derrota”.

Flávio Costa ainda foi técnico do Porto (POR), da Portuguesa, do Colo-Colo (CHI), do São Paulo e do Bangu. Sempre considerado de alto nível. Faleceu no dia 22 de novembro de 1999.