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João Avelino – O folclórico técnico da Lusa que botou o juiz para correr

João Avelino – O folclórico técnico da Lusa que botou o juiz para correr



João Avelino entrou para a história como um dos mais folclóricos treinadores do futebol brasileiro. Impulsivo e de personalidade forte, chegou até a partir para cima de um árbitro em uma partida.

Isso aconteceu quando o técnico comandava a Portuguesa, um dos clubes em que mais trabalhou em toda carreira. Foi no dia 28 de fevereiro de 1971, em um jogo contra a Ponte Preta pelo Campeonato Paulista.

A Lusa tinha uma equipe forte, recheada de bons jogadores. No gol, o lendário Orlando. No meio, o experiente Lorico. E, no ataque, os endiabrados Xaxá, Cabinho, Basílio e Piau.

O time de João Avelino foi a Campinas, no interior de São Paulo, enfrentar a Macaca. O dono do apito era Romualdo Arppi Filho, um dos mais polêmicos árbitros do futebol paulista à época.

João Avelino, que sempre foi um crítico feroz dos juízes, não demorou a perder a paciência. Em um lance controverso, Romualdo expulsou o craque Basílio com 25 minutos de jogo.

Foi então que o técnico invadiu o gramado e partiu para cima do árbitro. Os jogadores da Lusa bem que tentaram conter o treinador. Marinho Peres, por exemplo, chegou a agarra-lo.

Mas não adiantou. João Avelino agrediu Romualdo Arppi Filho, para a euforia da torcida da Portuguesa. A atitude descontrolada, porém, rendeu a expulsão do treinador naquele mesmo momento.

Sem o técnico à beira do gramado e com um jogador a menos, a Rubro-Verde acabou perdendo a partida por 1 a 0. O gol foi anotado por Araújo aos 36 minutos da etapa final.

João Avelino dirigiu a Portuguesa em mais de 100 jogos como treinador, em duas passagens. No entanto, foi por muitos anos auxiliar técnico do eterno e histórico Osvaldo Brandão.

Ao lado do “mestre” chegou ao maior título da carreira em 1977, ao tirar o Corinthians do jejum de títulos. João Avelino, porém, teve uma longa carreira no interior de São Paulo.

Fez muito sucesso em São José do Rio Preto, onde defendeu o América e o Rio Preto em diversas oportunidades. O “71”, como era apelidado, morreu no dia 24 de novembro de 2006.