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“Capitão do Tri” e seleção: uma história que começou com ouro e pódio em 1963

"Capitão do Tri" e seleção: uma história que começou com ouro e pódio em 1963
Publicado em: 26/10/2016 at 07:00   /   por   /   comments (0)

Carlos Alberto Torres e Jairzinho entraram definitivamente para a história da seleção brasileira ao conquistarem a Copa do Mundo de 1970. No entanto, a trajetória deles com a camisa canarinho começou sete anos antes e com uma façanha inédita.

O capitão e o goleador do tri já haviam subido ao pódio juntos. Em 1963, a cidade de São Paulo receberia a quarta edição dos Jogos Pan-Americanos. O Brasil já era bicampeão do mundo no futebol e a responsabilidade da equipe olímpica era enorme.

O time, comandado pelo técnico Antoninho, era formado apenas por jovens revelações do país. O lateral-direito Carlos Alberto Torres mal havia chegado aos profissionais no Fluminense e Jairzinho era uma grande promessa do Botafogo. Ambos tinham apenas 18 anos.

Os dois viajaram para a capital paulista para enfrentar Argentina, Uruguai, Chile e Estados Unidos. Todas as partidas seriam disputadas no estádio do Parque São Jorge, do Corinthians. Eles, porém, não começaram aqueles Jogos como destaques. O posto foi de ouro atleta.

Na primeira rodada, vitória por 3 a 1 sobre os uruguaios. No segundo jogo, uma goleada por 10 a 0 para cima dos americanos. Essa partida reservou um recorde que ganhou as manchetes dos jornais: Aírton, do Flamengo, marcou nada menos que sete gols.

Mesmo com a excelente atuação do atacante flamenguista, Carlos Alberto Torres e Jairzinho passaram a despertar a atenção da crônica paulista. Os recortes de jornal da época trazem diversos elogios à técnica e ao excelente posicionamento dos dois.

Os chilenos vieram em seguida, levando sonoros 3 a 0. A decisão seria disputada contra a principal rival no continente: a Argentina. A seleção brasileira precisava apenas de um empate para ficar com a inédita e tão sonhada medalha de ouro no Pan.

Aírton e Othon abriram o placar, mas os argentinos empataram com Oleniak e Manfredi. Foi o suficiente para que o Brasil garantisse lugar no ponto mais alto do pódio e desse tanto a Carlos Alberto Torres quanto a Jairzinho um início mais do que promissor.

A seleção verde e amarela foi a campo com Hélio (Botafogo), Carlos Alberto Torres (Fluminense), Zé Carlos (Botafogo), Adevaldo (Botafogo), Riva (Fluminense), Íris (Fluminense), Nenê (Santos), Jairzinho (Botafogo), Arlindo (Botafogo), Aírton (Flamengo) e Othon Valentim (Botafogo).

Naquela época, ninguém poderia prever que em 1970 um deles se eternizaria como o “Furacão da Copa” e outro seria considerado um dos melhores jogadores de futebol do planeta, imortalizado como o inigualável “Capita” do melhor Brasil de todos os tempos.

A delegação brasileira encerrou a participação naqueles Jogos Pan-Americanos em segundo lugar no quadro de medalhas – com 14 ouros, 20 pratas e 18 bronzes – atrás dos Estados Unidos.