Newsletter subscribe

Botafogo-SP, Ponte Preta, Posts, São Paulo

Raí Souza Vieira de Oliveira

Raí
Posted: 15/05/2016 at 09:00   /   by   /   comments (0)

No dia 15 de maio de 1965, nascia na cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, um dos maiores ídolos e goleadores da história do São Paulo: o meio-campista Raí.

Irmão de Sócrates, Sófocles e Sóstenes, conseguiu se safar da vontade do pai de receber o nome de Xenofonte. Não é nem preciso dizer que o pai era admirador dos filósofos gregos.

A mãe, porém, conseguiu convencê-lo a registrar o craque como Raí Souza Vieira de Oliveira. O irmão mais velho, Sócrates, foi um dos grandes ídolos do Corinthians e da seleção brasileira.

Raí seguiu os passos dele e iniciou a carreira nas categorias de base do Botafogo, time da cidade natal. Chegou aos profissionais em 1985 sob o comando do técnico Pedro Rocha.

Emprestado à Ponte Preta em 1986, passou a despertar o interesse dos grandes da capital. Após interesse do Corinthians, assinou contrato com o São Paulo no início de 1987.

O meia fez parte da conquista do Campeonato Paulista de 1989, mas deu início à fama de goleador mesmo com a chegada do técnico Telê Santana na temporada seguinte.

Foi artilheiro durante o título estadual de 1991 e capitão do time que conquistou o Campeonato Brasileiro daquele ano. Em 1992, veio o bicampeonato paulista e a melhor época no São Paulo.

Ao lado de Zetti, Ronaldão, Cafu, Pintado, Palhinha e Müller, conquistou a Copa Libertadores da América em 1992 e 1993, sendo ainda campeão mundial interclubes em 1992.

Antes de disputar o segundo torneio mundial, foi negociado com o Paris Saint-Germain. No futebol francês, apesar de não ser titular absoluto, tornou-se ídolo e um dos grandes destaques.

Raí manteve a fama de campeão, conquistando o Campeonato Francês (1993-94 e 1995-96), a Recopa Europeia (1996), a Copa da França (1994-95 e 1997-98) e a Copa da Liga (1994-95 e 1997-98).

Na seleção brasileira, não teve o mesmo sucesso que nos clubes. O craque, no entanto, foi convocado para a Copa do Mundo de 1994 e jogou três partidas naquela campanha do tetra.

O meia voltou ao São Paulo em 1998 e, com muita moral, estreou na final do Campeonato Paulista contra o Corinthians. O jogador marcou, de cabeça, um gol que ajudou a conquistar o título.

Raí enfrentou uma contusão, ficou afastado dos gramados e disputou algumas partidas na reserva em 1999. O ídolo são-paulino encerrou a carreira em 2000 e criou a Fundação Gol de Letra, entidade filantrópica voltada a crianças carentes.

Imagens: Rai10.com.br, Alambrado.net,  Trivela