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Paes – Francisco José Paes

Paes – Francisco José Paes



No dia 26 de março de 1946, nascia em São Paulo um dos principais meias da história da Lusa e o jogador brasileiro que mais fez sucesso no futebol do Equador: o craque Paes.

Francisco José Paes chegou às categorias de base da Portuguesa no início dos anos 1960 e logo chamou atenção dos treinadores. Ele tinha o sonho de ser jogador, mas a família não gostava da ideia.

O atleta conciliava o trabalho com a bola e, por razões financeiras, quase largou o futebol antes de se tornar profissional. No entanto, os cartolas da Lusa conseguiram convencer a família de Paes.

Ele ganhou a primeira oportunidade entre os profissionais em 1966. Foi um meia de extrema habilidade, com uma excelente visão de jogo, passes precisos e sempre muito leal nas jogadas.

Sob o comando do técnico Aymoré Moreira, foi convocado para a seleção brasileira e participou da delegação que conquistou a Copa Rio Branco em 1967. Também esteve na seleção paulista.

Paes fez parte do famoso “Ataque Iê Iê Iê” ao lado de Ratinho, Levinha, Ivair e Rodrigues. O quinteto ganhou esse apelido na época da Jovem Guarda pela juventude e por jogarem por música.

Em 1968, essa mesma linha de ataque fez sucesso no exterior. Em uma excursão por Itália, França, Alemanha, Iugoslávia, El Salvador e Peru, conquistaram nove vitórias, um empate e só três derrotas.

Aquele time virou filme do Acervo da Bola. Confira:

Paes ficou na Portuguesa até 1971, tendo disputado um total de 170 jogos, somando 68 vitórias, 45 empates e 57 derrotas. Naquele ano, foi emprestado ao Barcelona de Guayaquil (EQU).

Chegou ao clube para disputar uma Copa Libertadores apenas, mas acabou ficando por 14 anos. Paes tornou-se um dos maiores ídolos da história do clube e foi até naturalizado equatoriano.

O sucesso foi tão grande que ele chegou a defender a seleção do Equador em eliminatórias para a Copa do Mundo. No Barcelona (EQU), jogou como volante e depois como zagueiro central.

Considerado pela imprensa um dos atletas mais habilidosos da época, era tratado pelos árbitros como um exemplo de disciplina. E, claro, conquistou títulos importantes no país.

Vestindo a camisa do Barcelona (EQU), “Pepe” Paes foi campeão nacional quatro vezes (1970, 71, 80 e 81). O meia, volante e zagueiro encerrou a carreira no próprio Equador, em clubes menores.

Mesmo após pendurar as chuteiras e voltando para morar no Brasil, Paes continuou a ser chamado para ir ao Equador e receber homenagens. É o jogador brasileiro com mais sucesso no país.