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Filpo Núñez

Filpo Núñez
Posted: 19/08/2016 at 08:00   /   by   /   comments (0)

No dia 19 de agosto de 1920, nascia em Buenos Aires, na Argentina, o único treinador estrangeiro a comandar a seleção brasileira em toda a história: o lendário e folclórico Filpo Núñez.

O técnico era uma atração a parte nos jogos, muito agitado à beira do gramado. Orientava os atletas aos berros, correndo de um lado para o outro, sempre pressionando os árbitros.

Não a toa, o argentino recebeu o apelido de “El Bandoneon”, um instrumento muito usado no tango. O humor, a personalidade e o jeitão estabanado o fizeram cair nas graças da crônica esportiva.

Nelson Ernesto Filpo Núñez chegou ao auge na carreira de treinador quando comandava o Palmeiras. Foi um dos mentores da famosa Academia de Futebol que brilhou nos anos 1960 e 1970.

Sob a regência dele à beira do campo, o Verdão conquistou o título do Torneio Rio-São Paulo de 1965. Entre os craques estavam Dudu, Djalma Santos, Ademir da Guia, Servílio e Julinho Botelho.

O time era considerado o melhor do país. Tanto que, no mesmo ano, foi chamado para representar a seleção brasileira em um amistoso contra o Uruguai na inauguração do Mineirão.

Em Belo Horizonte, o Palmeiras vestiu a camisa do Brasil e Filpo Núñez se tornou o primeiro estrangeiro a comandar o escrete canarinho. O Verdão acabou goleando por 3 a 0.

No entanto, nem só alviverde foi a carreira dele. Antes de chegar ao país, trabalhou no Chile, no Peru, no Equador, na Bolívia e no Paraguai. Já em solo brasileiro, fez sucesso em outros clubes.

Filpo Núñez comandou a Portuguesa Santista em uma histórica excursão à África do Sul em 1959, conquistando a Fita Azul – prêmio do jornal “A Gazeta Esportiva” aos clubes brasileiros que permaneciam invictos em viagens ao exterior.

Uma outra Portuguesa também marcou a carreira dele, a da capital paulista, uma década depois. Ele treinou o famoso “Ataque Iê Iê Iê”, que tinha Ratinho, Leivinha, Ivair, Paes e Rodrigues. O time fez uma marcante excursão a pela Alemanha Oriental, Iugoslávia e Caribe.

O argentino também treinou o Corinthians durante o jejum de títulos e ainda passou por XV de Piracicaba, Paulista, Galícia-BA, Coritiba, Marília-PR, Francana-SP, Sport, São José-SP, Fabril de Lavras-MG, Atlanta (ARG), Santo André, Saad-SP, São Bento-SP e Foz-PR. Faleceu no dia 6 de março de 1999.